DIAS MELHORES VIRÃO?


DIAS MELHORES VIRÃO?
“Nós sempre queremos mais”


Em dias tenebrosos, recheados de decepções em toda parte – pessoais, familiares, profissionais, espirituais, sentimentais, financeiras, dentre outras – cada um de nós sonha com dias melhores. Apesar de clichê, a frase “a esperança é a última que morre” permeia os corações de muitas pessoas influenciando seus comportamentos no seu dia a dia. O filme A procura da felicidade relata a história de um pai solteiro, com problemas financeiros sérios, que luta para cuidar do seu filho de 5 anos. Sua situação financeira é tão caótica do ponto de vista social que precisam passar dias em abrigos ou, por falta de lugar, passam a noite no banheiro de uma estação. 

Esse filme aborda vários temas, porém, o mais importante para essa reflexão é a questão da esperança que o pai solteiro tinha em dias melhores, mesmo as circunstâncias mais adversas tentando a todo instante desacreditá-lo. A história mostra-nos que ele trabalhou aplicadamente todos os dias para tornar realidade os dias melhores. Assim como esse pai solteiro, cada um de nós tem se esforçado dia após dia para criar nosso “paraíso particular” – é aquela condição em que tudo estará conforme sonhamos – mas será que a vida se resume a isso? Dedicamo-nos completamente, renunciando muita das vezes as coisas mais importantes da vida – pessoas, caráter…

Essa jornada tem aparência de aventura estimulante, mas no fundo é um terror apavorante. É como queimar dinheiro para aquecer-se no Alaska. Quem se propôs a trilhar essa jornada percebeu que por mais que se esforce, o “paraíso particular” nunca chega. E quer saber a verdade? Ele nunca chegará. Existe no coração do ser humano um anseio por plenitude. Pensamos que tal plenitude passa por questões materiais – carro, casa, roupas, eletrônicos, etc – mas, almejado estes elementos, a chama da busca pelo “paraíso particular” se apagará? Não, caro amigo, é como mascar um “chiclete” estando com fome. A satisfação é apenas temporária. Se meu paraíso particular é inatingível e o máximo que consigo não me torna pleno, qual é a solução, então?

A cosmovisão cristã, a luz no fim do túnel para os anseios da humanidade, diz que nossa alma é imortal, isto é, teve início, mas não vai ter fim. Se isso é verdade, o meu desejo por plenitude não pode ser saciado por nada que não supere a imortalidade. A narrativa bíblica também afirma que Deus é eterno, ou seja, não teve início e nem vai ter um fim. A lógica aqui é simples: se minha alma é imortal, somente algo eterno é capaz de satisfazê-la. Logo, somente Deus pode satisfazer o anseio que possuo de ser pleno, de ser feliz.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

O HOMEM PÓS-MODERNO NÃO SURGIU POR ACASO

A NATUREZA DO AMOR DE DEUS NA SALVAÇÃO DE PECADORES

TODA FORMA DE AMOR É VÁLIDA?