EU SOU DIGNO
Eu sou digno.
"De onde vem a dignidade do ser humano?"
No mês em que é relembrado o Holocausto (08 de Abril) fazendo referência às atrocidades que o movimento nazista, liderado por Adolf Hitler, cometeu contra o povo judeu, torturando e condenando à morte incontáveis pessoas, motivado por um conceito desumano de superioridade racial, durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), cabe-nos a seguinte reflexão: Qual a origem da dignidade do ser humano?
Antes de percorremos essa jornada tão esclarecedora e estimulante, precisamos definir dignidade. Vamos entendê-la para nossa reflexão como qualquer valor, significado e importância que possuímos. Esse conceito é importante quando tratamos dos direitos humanos. A Organização das Nações Unidades define direitos humanos da seguinte forma: "são direitos inerentes a todos os seres humanos, independentemente de raça, sexo, nacionalidade, etnia, idioma, religião ou qualquer outra condição". O que pouca gente sabe é que foram os cristãos, baseados em sua cosmovisão, os primeiros a "lutarem" por esses direitos.
A psicóloga Marisa Lobo, especialista em Direitos Humanos, disse: "A igreja cristã foi a grande precursora da conquista de direitos ao longo da história e não seu algoz, como querem hoje afirmar os mentirosos, ativistas hipócritas e desonestos... A história afirma que a fé cristã faz parte da construção dos direitos de todo cidadão do mundo e que tal fato não pode ser negado".
Sendo assim, qualquer valor, significado e importância que você acredita que tenha é proveniente de Deus, como defende a cosmovisão cristã. Agora, você pode até negar a existência Deus, argumentando que veio de poeira estelar, como afirma a cosmovisão naturalista - que tem como pressuposto admitir verdade e realidade somente para aquilo que pode ser comprovado pelo método científico. Contudo, eu posso confrontá-lo dizendo: Você não tem dignidade, isto é, valor, significado e importância negando a existência de Deus. Poeira estelar não pode lhe fornecer isso! O acaso não é capaz de suprir isso! E caso não saiba, acaso e poeira estelar são as bandeiras do naturalismo para a criação do universo e do ser humano.
É fácil perceber como a origem de algo contribui fundamentalmente para o seu valor. Na hora de comprarmos roupas, todas são do mesmo valor? É claro que não. Quando vamos trocar de celular, eles são todos do mesmo valor? Lógico que não. Qual camisa do Brasil vale mais: a que foi comprada no shopping ou uma que foi autografada pelo Ronaldinho Gaúcho? Certamente à que foi autografada pelo jogador. Diante do exposto, como poeira estelar e o acaso vão dar-lhe valor, significado e importância? Não tem como! É o mesmo que esperar que um ar-condicionado simples esfrie um deserto todo durante o dia. É impossível.
Você consegue perceber que a cosmovisão naturalista é limitada e deficitária? Nossa vida e quem somos não podem ser entendidas simplesmente à partir de métodos científicos. Eles têm o seu lugar. Devemos deixar a ciência atuar nos campos em que ela pode prover-nos melhorias na nossa realidade. Contudo, "endeusá-la" para negar a existência de Deus é destruir várias facetas da nossa vida, incluindo a nossa dignidade.
Escrito por Wellington Ribeiro
Revisado por David Viana

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