O MOTIVO DA MORTE DE JESUS


Por que Jesus teve que morrer?

Qual o motivo de um "homem", há cerca de 2 mil anos, ter morrido em meu lugar?

Caso você seja alguém que gostaria de entender a mensagem do cristianismo, pelo menos em sua essência, este texto é para você. Sendo você um cristão atual, e como consequência do analfabetismo bíblico da nossa geração, se vê numa grande agonia na hora de explicar a razão de sua fé em Jesus Cristo para alguém que não é cristão, esta reflexão também é para você.

Tanto o primeiro grupo - aqueles que só querem entender - como o segundo - os cristãos atuais que querem explicar sua fé - sofrem ainda mais em sua busca pela prática atual de um evangelismo, que se distanciou da mensagem apresentada pelos primeiros cristãos. Diante dessa realidade confusa, decidi escrever esta reflexão com o intuito de responder ao seguinte questionamento: Qual o motivo de um "homem", há cerca de 2 mil anos, ter morrido em meu lugar para me salvar? Feito isso, creio que ajudarei na tentativa de eliminar toda essa "confusão" a respeito da essência da fé cristã. Dividiremos nossa resposta em três partes: quem é o ser humano; o grande problema do ser humano; e a solução do ser humano.

A cosmovisão cristã afirma que Deus criou o ser humano para Si e que ele era perfeito. Dessa forma, o ser humano possuía uma vida teocêntrica, isto é, toda sua existência girava em torno de Deus. O ser humano deleitava-se em Deus e vice-versa. Deus constituiu Adão como o representante da humanidade. Isso significa que tudo que aconteceu com ele têm impactos sobre as nossas vidas. Em meio à comunhão - vida na vida - perfeita com o Criador, nosso representante foi tentado por Satanás. A tentação foi a seguinte: Você não precisa viver para Deus - vida teocêntrica, viva para si, seja "independente" de Deus - vida antropocêntrica. Adão cedeu à tentação e a partir daí o ser humano passou a ser o centro de sua própria vida.

Eis o grande problema do ser humano: o fato dele ter contra o seu Criador virado a costa, o desprezando. Todos os seres humanos que nasceram após Adão por geração ordinária - normal - herdaram a natureza pecaminosa de seu representante. Isso significa que já nascemos em rebeldia para com Deus. Nosso pecado foi contra um Deus infinito. Sendo assim, nós temos um culpa infinita. Isso não é difícil de entender. Se você ofender alguém e não se reconciliar com ele, essa ofensa irá perdurar enquanto a pessoa ofendida viver, pois somente ela pode liberar você da culpa. Contudo, se essa pessoa morrer, sua ofensa morre junto com ela. O nosso grande problema é que nós ofendemos a Deus que é infinito. Ele sempre existiu e nunca deixará de existir. Logo, nossa culpa é infinita.

Tudo bem, admitindo que tenho uma culpa infinita, o que acontece depois? Toda culpa precisa ser satisfeita. Chamamos punição. Alguém rouba seu celular e torna-se culpado. Quando for pego, será punido de acordo com a sua culpa. Nossa situação é tão desesperadora, pois nossa culpa sendo infinita merece uma punição infinita. Mas eu e você não somos infinitos - nós somos criaturas finitas, presas à temporalidade. É neste momento que toda tentativa humana de se reconciliar com Deus torna-se ineficaz. Agora fica fácil de entender por que a cosmovisão cristã defende um lugar de tormento por toda a eternidade - inferno. Também fica evidente a seriedade do pecado - estado de desobediência. Em última instância, percebe que pecado não é sobre ações maléficas, certo ou errado, fazer isto ou deixar de fazer aquilo?

Admitindo que minha ofensa é contra um Deus infinito, portanto tenho uma culpa infinita. O fato de ser uma culpa infinita merece uma punição infinita. Quer dizer que estou completamente perdido? A resposta é não! É aqui que entra a mensagem cristã de redenção. O Deus trino - Pai, Filho e Espírito Santo - sabendo disso, orquestrou um meio para resgatar seu povo. Esse meio basicamente é o Deus Filho assumindo a nossa natureza humana. Jesus é a grande solução do ser humano.

A cosmovisão cristã afirma que Jesus é 100% Deus e 100% homem. Ele possui duas naturezas. Caro leitor, lembra que falamos que nossa culpa infinita merece uma punição infinita? Esse é o motivo de nosso Salvador precisar ser Deus, pois somente assim poderia suportar essa punição infinita. E qual a necessidade Dele ser homem? É aqui que entra a doutrina da expiação/substituição. A narrativa bíblica diz que não existe remissão de pecados - retirada da nossa ofensa para com Deus - sem derramamento de sangue (Hebreus 9:22). Além disso, era necessário que o sacrifício fosse perfeito para ser aceito. Durante sua vida na terra, Aquele que nasceu por geração extraordinária - fora do normal - nunca pecou, pelo contrário, foi obediente à lei de Deus, resumida nos Dez mandamentos.

Você percebe agora o motivo de Jesus precisar ter morrido em seu lugar há quase 2000 anos? Em sua ausência estamos completamente perdidos, totalmente sem saída. Nada daquilo que fizermos será capaz de satisfazer a punição infinita que merecemos. Nosso representante se rebelou. Nós, todos os dias, ofendemos também a Deus por pensamentos, palavras e ações. Isso não pode ficar assim. Esse é o resumo da mensagem cristã: Nós temos uma culpa infinita que merece uma punição infinita e somente Jesus pode resolver isso por nós.


Autor: Wellington Ribeiro
Revisado por: David Viana

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