VIVENDO DE FORMA EGOÍSTA
VIVENDO DE FORMA EGOÍSTA
Grandes personagens históricos labutaram nesta jornada estimulante e desafiadora que é discorrer sobre o sentido da vida e suas aplicações diárias. Nesta pequena reflexão, gostaria de tratar sobre os extremos do ativismo e da ociosidade. À medida que o faço, tentarei demonstrar que ambas as abordagens revelam nosso egocentrismo disfarçado de "curso comum", da realidade em que vivemos. Falo do egocentrismo que está presente na vida de todo ser humano não alcançado pelo Evangelho. E por fim, apresento uma solução para esse dilema.
A abordagem da vida ociosa é vista de maneira muito palpável nas histórias de pessoas que optaram por viver isoladas, “longe da sociedade". É o caso de quem abandona as estruturas do Estado e se refugia em lugares afastados, a exemplo de desertos ou florestas. Eu sei que a forma de viver a vida ociosamente acontece até nas grandes cidades - moradores de rua - como também em regiões rurais, mas decidi me atentar aos casos extremos.
Geralmente quem toma tal atitude costuma usar os seguintes argumentos: "O sistema está fálido" - aqui vemos a vitimização - "O que ganho trabalhando que nem um condenado?" - aqui vemos uma falta de entendimento correto em relação à natureza do trabalho - "Eu não quero só existir como a grande maioria das pessoas, eu quero viver" - Bingo! Aqui encontramos o egocentrismo.
Percebe-se com uma análise clara sobre os argumentos citados que o egocentrismo é disfarçado de "vitimismo social". Todos nós somos cientes dos problemas de se viver em sociedade, mas não venha usá-los como desculpas para o fato de querer construir o seu paraíso particular, a fim de satisfazer seus desejos desordenados, pois alguém que escolhe se isolar e viver ociosamente ou alguém que opta por viver de maneira ativa podem está à procura da mesma coisa: viver para si.
Aposto que nesse momento aquelas pessoas que estão no extremo da "vida ativista" estão prontas a me refutarem com os seguintes argumentos: "Eu não vivo de maneira egocêntrica, trabalho/estudo demais por causa do sistema que me obriga" - perceba a vitimização aqui - "Estou sempre na ativa - estudando ou trabalhando - porque esse é o meio legal do sistema para alcançar as coisas necessárias da vida" - Veja a compreensão fragmentada a respeito do trabalho e dos estudos, e um disfarce para o egocentrismo.
Um exemplo concreto da realidade dessa abordagem é visto em nossas conversas com pessoas que não vemos há um tempo. O teor das conversas sempre passa pela fase das novidades. Giram em torno de: "Estou estudando/trabalhando muito nestes últimos tempos" - Esta é a resposta considerada normal. Se falarmos ou ouvirmos algo diferente disso, o clima fica ruim na hora. Quero ressaltar aqui que não há nada de errado em trabalhar e estudar, contando que se faça com o entendimento correto e em prol do outro, como defende a fé cristã.
O que se isola, vive a vida como "uma jornada de autoconhecimento". O ativista vive a vida "pagando boletos". A grande questão é: todos os dois podem viver apenas para si usando o "sistema" como disfarce. Independente de qual seja o local onde você vive, na métropole ou no campo, você deve saber que não nasceu para viver para si. A triste notícia é: enquanto você não for alcançado pelo Evangelho, sua vida sempre será egocêntrica, mesmo que disfarçada com atitudes altruístas, tipo aquelas que fazemos em datas comemorativas.
Viver para si é tentar criar um paraíso particular. No fundo, a ideia nunca irá plenamente ser realizada, pois não tem como alguém imperfeito - como eu e você - criar um paraíso, ou seja, um perfeito lugar. O máximo que conseguimos é satisfação temporária. É por isso que estamos sempre esperando o novo filme, a nova temporada da série favorita, uma nova versão do iPhone, um novo modelo de carro da Mercedes, um novo hambúrguer da Bob's, uma nova promoção no trabalho, uma nova viagem de férias, o diploma tão sonhado ou simplesmente o salário do fim do mês.
O pensador Agostinho de Hipona declarou: Meu coração foi feito para ti (Deus) e não encontrará descanso fora de ti (Deus). A boa notícia é que Jesus viveu a vida dos seres humanos e sofreu a condenação que merecíamos por causa da nossa rebelião, para que você possa viver a vida em Deus. Uma vida que é governada pelo Espírito Santo, ordenada e orientada para glória de Deus e para o bem do próximo. A grande questão é: você já foi alcançado pelo Evangelho (A boa notícia de que Deus salva pecadores)?!
Escrito por: Wellington Ribeiro
Revisado por: David Viana
Design: Paulo Cezar

Excelente reflexão! Glória a Deus!
ResponderExcluirLouvado seja o Senhor!
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