NÃO GOSTO DE MIM
A sociedade atual passa por inúmeras crises sem precedentes na história. Para ser específico, falarei neste texto sobre a aceitação, pois sem dúvida alguma, a crise de aceitação é uma das que mais me assustam, causando transtornos e desastres nesta geração. A situação é tão grave que a indústria de cosméticos faz parte de um grupo seleto de negócios que estão crescendo. Vale ressaltar que essa necessidade ocasiona várias ações, que vão além de moldar nossa aparência aos "padrões de beleza" da sociedade. Contudo, vou me deter apenas ao ato exagerado de buscar a aparência do meio.
O grande problema dessa rejeição a nossa aparência - cabelo, altura, peso, porte físico em geral – em certa medida, vem do fato de estarmos desprezando a soberania e a sabedoria do nosso Criador. A frase "não gosto de mim" tornou-se comum no nosso dia a dia. E a discussão aqui não são as mudanças que precisamos fazer tendo em vista nossa saúde - qualidade de vida - e sim as loucuras que fazemos para moldar nossa aparência aos "padrões de beleza" da sociedade, a fim de adquirir aceitação e reconhecimento de determinado grupo social.
Aqui entra o cerne desta reflexão: a necessidade que o ser humano tem de se relacionar, de fazer parte de um grupo, de poder desfrutar dos benefícios de uma comunidade. E não há nada de errado nisso, afinal, Deus nos criou assim. Ele estendeu algo que é eterno - o relacionamento - para tempo e espaço – nossa realidade.
A ressalva não é sobre buscarmos este objetivo, mas a forma como estamos querendo alcançá-lo. Essa forma engloba todas as loucuras que fazemos - dietas desumanas, cirurgias arriscadas, compras desenfreadas de cosméticos, negação de preferências e habilidades pessoais - com objetivo de atingirmos os "padrões de beleza" da sociedade.
Você consegue perceber que no fundo todas essas loucuras lhe desgastam emocionalmente e que por isso não valem a pena? Isso não é viver, muito pelo contrário, é perpetuar uma imagem para sentir-se parte. É como iniciar uma corrida, onde o corredor não chega ao fim, porém tem a sensação de que os outros competidores, sim.
Agora que sei que o fato de eu afirmar que não gosto de mim é uma ofensa à soberania e a sabedoria do meu Criador e que não vale a pena as loucuras que faço para atingir "padrões de beleza", o que faço?
O ideal seria sabermos que se crermos na Vida e Obra de Jesus, especialmente em sua morte e ressurreição, Deus nos aceita e nos reconhece como filho. Se isso é verdade, eu não necessito ser aceito e reconhecido por nenhum grupo humano para ser completo. Pelo contrário, agora faço parte da família de Deus. Reconheço que Ele foi soberano e sábio ao me criar. Diante disso, a frase "não gosto de mim" e as consequências devastadoras dela não podem ser mais parte da minha vida.
Escrito por: Wellington Ribeiro
Revisado por: David Viana
Design: Paulo Cezar

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