MERITOCRACIA: O DESAFIO DO EVANGELISMO
Um dos maiores desafios dos cristãos no momento de comunicar a razão da sua fé para alguém – evangelismo – é explicar que a salvação é pela graça – favor imerecido – de Deus. Tal realidade, na minha visão, é resultado de uma cultura que demasiadamente valoriza a meritocracia, que pode ser traduzida nas seguintes afirmações: “Eu recebi isso porque mereço”; “Eu tenho isso porque me esforcei”. Não há nada de errado com a meritocracia em si, a bíblia diz, por exemplo: “Que todo trabalhador é digno do seu salário” (I Timóteo 5:18). Contudo, quando a meritocracia ofusca a glória de Cristo em detrimento da exaltação humana, ela torna-se pecaminosa.
O ponto central nessa história é: como na prática eu consigo mostrar para alguém que ela não é salva pelas suas boas obras, mas pela graça de Deus? Há duas possíveis formas. A primeira é explicar que o pecado não se resume a comportamentos inadequados, antes, é um estado de rebeldia em referência a Deus, que todo ser humano herdou de Adão e que isso nos afetou de forma integral (mente, desejo e vontade). Sendo assim, necessitamos que Jesus por meio de sua vida e obra nos resgate desse estado de rebelião contra Deus e conceda-nos sua justiça – infinitamente superior a nossa, que é chamada de trapos de imundícia (Isaías 64:6).
A segunda forma é mostrar por meio de exemplos do nosso cotidiano. Quando viajei para São Paulo em 2019, fiz questão de trazer algumas lembrancinhas para as pessoas mais próximas da minha rede de relacionamentos. Na época, meu irmão mais novo estava muito abaixo de um desempenho escolar satisfatório no ensino médio. No momento da compra das lembranças, um dos meus amigos, que foi meu anfitrião e guia turístico naquela viagem, disse: “Por mim, ele (meu irmão) não ganharia nada, não tá merecendo”. A meritocracia falou mais alto no coração dele naquele momento.
Entretanto, vi essa situação com uma oportunidade de mostrar para o meu irmão mais novo o que é a graça na prática. Dias depois de entregar o presente, eu disse: “A minha atitude mostra um pouco do que Deus fez por nós ao enviar seu Filho Jesus”. Eu sei que o exemplo é simples, porém existe situações em que a simplicidade do Espírito Santo pode converter alguém.
No final das contas, quando você for comunicar a razão da sua fé para alguém que não é cristão e chegar à explicação da graça, comece explicando o estado de rebelião em referência a Deus, que essa pessoa se encontra – para isso você precisará falar da Criação e da Queda, dois dos grandes Atos da História de Deus - e termine usando exemplos práticos do cotidiano.

Bênção! Muito bom!
ResponderExcluirLouvado seja o Senhor!
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