REALIDADE VIRTUAL E A NOSSA VIDA
No vídeo Can technology save huma
Contudo, existe um grande perigo de não vivermos, no sentido pleno da palavra, quando usamos constantemente e de forma desordenada o mundo virtual. No livro, jogador número 1, o personagem principal é acusado por sua pretendente nesse sentido. Em certo trecho, lemos:
"Você não vive no mundo real, z. Pelo que me disse, acho que nunca viveu. Você é como eu. Vive dentro dessa ilusão".
Sendo assim, temos que reconhecer que a verdadeira vida não pode ser vivida no ambiente virtual. Isso não significa que não devemos fazer uso, por exemplo, das redes e mídias sociais que o ambiente virtual possibilita. Entretanto, não podemos ir no outro extremo e achar que viver no mundo virtual é o mesmo que viver no mundo real.
De forma geral, dois motivos são os responsáveis por nos fazer subestimar o grande perigo de acreditar que podemos viver no mundo totalmente tecnológico: a distração e o autoengano. A professora Noreen Herzfel
“Embora esteja claro que o prazer é algo que todos nós queremos, nós também nos enfadamos dele em algum momento".
A questão é que até chegarmos a esse "enfado", nós podemos ser demasiadamente distraídos. Voltando a narrativa de Jogador número 1, em certo trecho o protagonista dispara:
"Essas missões me mantinham ocupado e serviam como uma boa distração para a solidão e o isolamento crescentes que eu sentia".
Cuidado! a distração que a realidade virtual oferece, além de poder ser uma forma de mascarar problemas psicológicos e espirituais, também pode ser uma maneira de tirar o seu foco das verdadeiras prioridades da sua vida.
Vale ressaltar que a distração é resultado de um autoengano. Um trecho do livro Jogador Número 1 é oportuno também nessa questão. Nele vemos o protagonista admitir:
"
Nós podemos até achar que vivemos no mundo virtual, mas bem lá no fundo sabemos que isso não é verdade. Você que acha que vive, em algum momento vai ter que reconhecer, como o protagonista de jogador número 1 reconheceu. Nessa linha, a professora Noreen Herzfel
Read Mercer, em seu artigo Mídias Sociais e a Perda da Comunicação Corporificada, apresenta para nós a alternativa cristã adequada para nossa relação com o mundo virtual. Ele diz:
"Talvez a dieta mais saudável da mídia seja realmente simples: andar, conversar e agir em nosso ser encarnado, como Cristo fez entre os pobres, os doentes e os marginalizados. Precisamos nos acalmar tempo suficiente para ouvir o sussurro que nos dirá que comida nos nutrirá profundamente e que comida apenas encherá a boca e tornará impossível realmente dizer algo que valha a pena falar".
Referências:
[1] Can technology save humanity
Escrito por: Wellington Ribeiro.
Revisado por: Monize Yasmin.
Design: Paulo Cezar.

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